Conheça os 3 projetos destaques do Hackathon 2017

O desafio do Hackathon, encontro realizado em Florianópolis neste final de semana com a temática

Gestão de Dados em Saúde,reuniu mais de 50 pessoas interessadas em criar inovações para solucionar desafios da área da saúde.

O evento foi realizado em parceria com a Secretaria Estadual de Saúde de Santa Catarina, os participantes foram desafiados a pensar em soluções a partir dos dados da fila do SUS – atualmente 471 mil pessoas aguardam por procedimentos. A ação, inédita no mundo, e reuniu pessoas dispostas a pensarem em como diminuir a lacuna entre saúde e tecnologia.

No sábado (2), foram formadas equipes para ter as ideias. No domingo (3), elas apresentaram seus piches.

O Hackathon Gestão de Dados em Saúde teve cinco equipes participando com ideias e programando soluções para a saúde.

As cinco apresentaram seus piches e três foram selecionadas para o 1º, 2º e 3º lugar. No entanto, acabou havendo um empate entre duas delas.

As três tiveram a mesma premiação: incubação virtual do Hacking Health, mentoria do Celta para empreender e apoio de órgãos da saúde para testar e realmente fazer a ideia acontecer.

As três ideias são:

– PAF (Programa de Aceleração da Fila)

– Salvando Vidas

– Health Check

PAF – Programa de Aceleração da Fila (detalhes do projeto)
Problemas identificados: Existe uma diferença dos entre os dados inseridos no Sistema e os dados na vida real. Foram identificados dois problemas: a duplicidade de dados e a falta de atualização. 17% dos dados de SC são duplicados. Em Palhoça há mais de 40% de duplicação.
Foi criado um algoritmo pra reconhecer os dados duplicados. E a solução encontrada depois de fazer a varredura, foi começar a trabalhar na atualização dos dados.

Mínimo Produto Viável (MVP): o produto que irá ser testado é um Chatbot que conversaria com WhatsApp, telefone ou Facebook pra engajar o próprio paciente.

No primeiro momento, identificar as pessoas que não têm mais interesse na fila. A partir de perguntas com respostas de “sim” ou “não”, começa uma atualização dos dados. E assim, vai sendo criada uma base de dados reais integrando agentes comunitários de saúde (fazendo mais inteligência e menos operacional), integrando o paciente para se sentir mais presente e mais próximo do Sistema de Saúde.

 


Salvovidas.com (detalhes do projeto)
Solução pra salvar vidas com inteligência artificial. Já é uma startup, uma rede de doadores de sangue no Brasil. Tem 19 mil doadores cadastrados e trabalha com mais de 60 mil bancos de sangue.
Problemas identificados: Há muito desperdício das bolsas de sangue processadas. Cada bolsa de sangue custa R$ 480.

Mínimo Produto Viável (MVP): Usar a inteligência artificial aplicada à gestão de dados para ajudar a tomada de decisão dos gestores. Ex: Vai ter um evento grande na cidade e vai aumentar a demanda, mas como identificar o quanto vai aumentar? A inteligência artificial trabalha para identificar os dados preditivos e saber quanto vai ser necessário em cada mês. Durante o fim de semana, um dos testes realizados foi buscar os dados de 6 anos do banco de sangue e implantar a previsão das próximas 8 semanas.

 


Health Check (detalhes do projeto)
Problemas identificados: A fila do SUS gera problemas para o gestor e para o usuário. Ao todo, 527 mil pessoas distintas estão esperando exame ou consulta, ou seja, 8% da população do Estado. Entre as especialidades mais buscadas estão oftalmologia, ortopedia e otorrino. Impacta em 256 mil reais em gastos diretos. Foi identificado que uma mesma paciente, por exemplo, estava em 14 posições na fila. A solução visa evitar um novo encaminhamento do paciente ao médico, fazendo com que o gestor receba um alerta quando ele for novamente para uma fila.

Mínimo Produto Viável (MVP): ferramenta para ajudar o médico regulador. Escolhe um procedimento e vê uma pré-triagem aparecendo as pessoas que têm lugares em várias filas, ajudando o médico regulador a ter um insight se o paciente pode ou não ser atendido, se tem exame, etc.

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